Com a demissão de Vágner Benazzi sem um outro nome engatilhado, a diretoria do Bahia trabalha com a possibilidade de uma longa negociação pa...
Com a demissão de Vágner Benazzi sem um outro nome engatilhado, a diretoria do Bahia trabalha com a possibilidade de uma longa negociação para acertar com o novo treinador, que está entre René Simões e Celso Roth. Mas, enquanto nenhum dos dois chega, é Chiquinho de Assis quem assume o comando tricolor.
Nesta fase final de campeonatos estaduais, os treinadores já estão com o pensamento voltado para a Série A. A intenção de grande parte dos técnicos é de assumir equipes somente para a disputa do Brasileiro.
O presidente Marcelo Guimarães Filho sabe que é difícil a contratação de um treinador, ainda mais quando não há muitas opções no mercado. “Está entre esses dois. É uma negociação complicada e devemos definir até sexta-feira com certeza”, comentou o presidente.
Os contatos inicias com os treinadores e seus representantes foram feitos durante o dia de ontem. Por causa da questão financeira, Marcelo Filho descartou Joel Santana e preferiu não citar a preferência entre os dois cotados para assumir o Bahia. “São dois bons treinadores. Falar a preferência do presidente pesa. São bons treinadores com características diferentes”, comentou.
Procurado pela reportagem da Tribuna da Bahia, Celso Roth não atendeu as ligações. Já René Simões, que tem passagem marcada para Salvador na quinta-feira para passar o fim de semana em solo baiano, se mostrou aberto a qualquer proposta tricolor.
O treinador revelou que o namoro entre ele e a atual diretoria do Bahia é antigo. René foi procurado, no mínimo, duas vezes nos últimos anos. “Antes de Renato Gaúcho eu bati um papo muito grande com o presidente e na saída de Lourenço (Rogério Lourenço), me ligaram. Mas, foi mais por desencargo de consciência, porque o Paulo (Paulo Angioni, diretor de futebol) sabe que eu não saio de um clube assim”, comentou.
René Simões elogiou o elenco montado pelo Bahia. Ao citar os nomes de Lulinha, Boquita e Souza, disse se tratar de um bom time. O treinador lembrou ainda que já trabalhou com Paulo Angioni e que tem bom relacionamento com o gestor de futebol do tricolor.
Sendo ou não o escolhido para comandar o Bahia no restante da temporada, René Simões ainda fez uma alerta à diretoria. “Se não houver unidade no nome do treinador, vai ser muito difícil esse retorno do Bahia na Série A”, disse para, em seguida, elogiar os torcedores: “A torcida do Bahia tem de entender a força que tem”.
Por: Tribuna da Bahia
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