A síndrome dos cinco minutos voltou a assombrar o Bahia. Depois de, no início do Baiano, levar quatro gols – em quatro rodadas – nos últimos...
A síndrome dos cinco minutos voltou a assombrar o Bahia. Depois de, no início do Baiano, levar quatro gols – em quatro rodadas – nos últimos cinco minutos da partida, o tricolor voltou a vacilar nos instantes finais da partida. Ontem, após conseguir a virada sobre o Vitória da Conquista, no Estádio Lomanto Júnior, o time não segurou o resultado e levou empate aos 46 minutos do segundo tempo.
“Voltamos melhor do intervalo, conseguimos virar o jogo e tomamos um gol aos 46 minutos. Nos jogos anteriores, antes da minha chegada, já vinha acontecendo esses gols no final do jogo. Vamos trabalhar para que isso não aconteça mais”, reclamou o técnico Vagner Benazzi ao final do jogo.
Mas, apesar do vacilo do Bahia, o que roubou a cena mesmo, no Estádio Lomanto Júnior, foi a atuação do árbitro Gleidson Santos de Oliveira. Além de um possível pênalti não marcado para o Vitória da Conquista, no primeiro tempo, ele foi bastante questionado pela penalidade assinalada para o Bahia aos 40 minutos da segunda etapa, com a consequente expulsão do zagueiro Sílvio – que teria colocado a mão na bola.
Apesar disso, os jogadores do Bahia e o treinador deixaram o gramado reclamando do árbitro. “Não gostei da arbitragem. O jeito que ele conduziu o jogo não foi legal”, bradou Vagner Benazzi.
Polêmicas à parte, o Bahia levou um gol aos seis minutos do primeiro tempo e fez mais uma vez um primeiro tempo abaixo da média. Na segunda etapa, o tricolor voltou com a obrigação de empatar o jogo e chegou ao gol aos cinco minutos com o lateral-direito Marcos.
A virada aconteceu no lance polêmico do pênalti. Ramon, que não tinha nada a ver com a história, mandou para o fundo da rede. Mas a alegria durou pouco. Lei, autor do primeiro gol da partida, fez uma bela cobrança de falta e deixou tudo igual no Estádio Lomanto Júnior.
As duas equipes voltam a campo no meio desta semana. O Vitória da Conquista vai enfrentar o Bahia de Feira, fora de casa, no Estádio Joia da Princesa, na quarta-feira. Já o Bahia vai jogar com o Atlético de Alagoinhas, na quinta-feira, no Estádio de Pituaçu.
Lentidão da equipe irrita Benazzi
Mais uma vez o técnico Vágner Benazzi reclamou da lentidão no setor de meio-campo do Bahia, no empate de 2 a 2 com o Vitória da Conquista, ontem, no Lomanto Júnior. Assim como foi no final da primeira fase, quando pediu a contratação de um jogador de velocidade para o meio do Bahia, o treinador lamentou a demora no setor de criação do tricolor.
Assim como há uma semana, o alvo das críticas foi meia colombiano Tressor Moreno. “O time foi lento, com a bola demorando para sair do pé do (Tressor) Moreno”, lamentou o treinador.
Por outro lado, Benazzi reconheceu a boa partida do meia Ramon, que desta vez atuou mais avançado e, na segunda etapa, fez o papel que vinha sendo desempenhado por Tressor Moreno. Além disso, o treinador enalteceu a entrada de Gabriel, que substituiu o lateral-esquerdo Dodô. “Ele resolveu o problema ali”, comentou.
O técnico do Bahia reconheceu ainda a atuação abaixo da média de seu time no primeiro tempo. “Eles (Vitória da Conquista) fizeram um belo primeiro tempo e poderiam ter feito o resultado a favor. No segundo tempo, nós tivemos uma bela apresentação. Foi um grande jogo pelo adversário. Temos que valorizar o adversário”, afirmou.
Já os jogadores do tricolor preferiram destacar o poder de reação da equipe. “O time está de parabéns. Com o resultado adverso conseguimos correr atrás do jogo”, lembrou o lateral-direito Marcos, autor de um dos gols da partida.
O goleiro Omar preferiu exaltar a conquista de um ponto fora de casa. “Viramos o jogo, mas o batedor deles foi feliz na cobrança e acabou empatando o jogo. O importante é somar pontos e agora temos que vencer os dois próximos jogos em casa”, disse.
Presidente diz: "Estamos impotentes"
A revolta foi unânime entre o elenco e diretoria do Vitória da Conquista depois do empate de ontem à tarde com o Bahia, no Estádio Lomanto Júnior. As principais reclamações do time conquistense foram em relação a um pênalti não marcado na primeira etapa e a penalidade marcada para o Bahia, aos 40 minutos do segundo tempo.
O presidente do Vitória da Conquista, Ederlane Amorim, em entrevista à Rádio Itapoan FM, afirmou que antes mesmo da partida conversou com o presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF), Ednaldo Rodrigues, em reprovação ao sorteio do árbitro Gleidson Santos de Oliveira para a partida.
“Infelizmente nós estamos impotentes. Quando vi o nome eu falei com ele (Ednaldo Rodrigues). O time não tem autonomia para chegar na Federação e mudar o sorteio, e escalar a arbitragem”, afirmou o presidente do Conquista.
O dirigente lembrou da atuação do árbitro em outros jogos e questionou bastante o comportamento de Gleidson Santos de Oliveira dentro de campo.
“Houve um pênalti, no mínimo duvidoso, a nosso favor e um pênalti, no mínimo duvidoso, a favor do Bahia. No lance do Bahia, ele não titubeou, só faltou vibrar. É vergonhoso”, desabafou. “Agora o Bahia não tem culpa nenhuma com isso. Não estou acusando a instituição”, completou Ederlane Amorim.
Fonte: Tribuna da Bahia


COMENTAR